sexta-feira, 8 de julho de 2011

CONCEITO DE CURRÍCULO E PROCESSO DE INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA


O currículo é o projeto que determina os objetivos da educação escolar e propõe um plano de ação adequado para a consecução dos objetivos. Supõe selecionar, de tudo aquilo que é possível ensinar, o que vai se ensinar num entorno educativo concreto, especifica o que, como
 e quando ensinar e o que como e quando avaliar.
Estabelece as administrações públicas é aberto, flexível e geral, de maneira que é cada centro que adapta essas bases a seu entorno particular, de acordo com sua necessidade e realidade.
A escola, não é apenas um espaço social emancipatório ou libertador, mas também é um cenário de socialização da mudança. Sendo um ambiente social, tem um duplo currículo, o explicito e o formal, o oculto e informal. A prática do currículo é geralmente acentuada na vida dos alunos estando associada às mensagens de natureza afetiva e às atitudes e valores. O Currículo educativo representa a composição dos conhecimentos e valores que caracterizam um processo social. Ele é proposto pelo trabalho pedagógico nas escolas.
Atualmente, o currículo é uma construção social, na acepção de estar inteiramente vinculado a um momento histórico, à determinada sociedade e às relações com o conhecimento. Nesse sentido, a educação e currículo são vistos intimamente envolvidos com o processo cultural, como construção de identidades locais e nacionais.
Hoje existem várias formas de ensinar e aprender e umas delas é o currículo oculto. Para Silva, o currículo oculto é “o conjunto de atitudes, valores e comportamentos que não fazem parte explícita do currículo, mas que são implicitamente ensinados através das relações sociais, dos rituais, das práticas e da configuração espacial e temporal da escola”.
Ao pensarmos no homem como um  ser histórico, também refletiremos em um currículo que atenderá, em épocas diferentes a interesses, em certo espaço e tempo histórico. Existe uma diferença conceitual entre currículo, que é o conjunto de ações pedagógicas e a matriz curricular, que é a lista de disciplinas e conteúdos do currículo. 
Segundo José Armando Valente, há duas formas de utilizar o computador: de forma instrucionista ou construcionista cabe ao professor escolher de que forma quer utilizá-lo.
Valente deixa claro que na forma instrucionista o professor estará usando a tecnologia apenas como uma ferramenta a mais na maneira tradicional de transmitir conteúdos, ou seja, o professor estaria informatizando os métodos tradicionais de instrução.
Já na forma construcionista o aluno passa a ser o construtor de seu próprio conhecimento e a ênfase está na aprendizagem e não na instrução. Vale lembrar, que a sociedade  de hoje cobra profissionais preparados para lidar com as mudanças tecnológicas, que sejam críticos, pensantes e capazes de adaptar-se às constantes mudanças.
Sendo assim a escola deverá preparar melhor seus alunos para atuarem no meio em que vivem, propiciando atividades instigadoras, desafiadoras, mas que sejam possíveis de serem realizadas pelos mesmos e que os levem a crescer em seu processo ensino-aprendizagem, ao mesmo tempo em que possibilitam a interação e a construção do conhecimento pelos próprios educandos.(ex: construção de cartazes, slides, jogos, fóruns de debates, criação de blogs, wikis, etc. dentro dos temas estudados).
Isto implica numa mudança de postura por parte dos profissionais da educação e conseqüentemente na formação que deverá ser oferecida aos mesmos.
Dessa forma, o  computador deve ser utilizado pelo aluno com propósito de que ele venha construir o próprio conhecimento, transformando e utilizando a máquina como mais um recurso tecnológico. Sendo assim, entra o papel do professor de instigar e orientar o aluno, fazendo-o perceber que ele possui uma ferramenta que deve ser explorada de maneira benéfica e interessante na vida do aluno.
As novas tecnologias podem ter um significativo impacto sobre o papel dos professores, pela reciclagem constante recebida via rede, em termos de conteúdos, métodos e uso da tecnologia, apoiando um modelo geral de ensino que encara os estudantes como participantes ativos do processo de aprendizagem e não como receptores passivos de informações ou conhecimento, incentivando-se os professores a utilizar redes e começarem a reformular suas aulas e a encorajar seus alunos a participarem de novas experiências.
Nessa perspectiva, se espera do professor no século XXI que ele seja aquele que ajude a tecer a trama do desenvolvimento individual e coletivo e que saiba manejar os instrumentos que a cultura irá indicar como representativos dos modos de viver e de pensar civilizados, específicos dos novos tempos.