terça-feira, 30 de agosto de 2011

Metamorfose Educacional

                                Metamorfose Educacional

Passamos gerações priorizando o intelecto, os valores, a cultura, a família, as regras, o professor...  Este,   como pilar de todo o processo educacional, respeitado, imagem de referência,  competência,  prestígio,  autoridade...
O elo família  e   escola era a ponte para uma  aprendizagem   pautada nos princípios e padrões de conduta e domínio,  tendo como foco o aluno,  que embora peça fundamental da educação bancária,  refletia o saber  repassado como verdade absoluta e incontestável.
De  fato,   percebemos nesta,  a passividade  do aprendiz,  a sapiência do mestre ,  a instituição rígida...  Isso não é o que verdadeiramente desejamos!  O tempo “urge” e com ele  as gerações necessitam de mudança,  de novas metodologias,  novos horizontes,  novas práticas e  ações...
Para tanto, as modernas linhas pedagógicas defendem uma aprendizagem prática, significativa, produtiva, transparente, dialógica,   transformadora ... Entretanto,  por ironia ou não,  estamos longe dessa efetiva conquista,  visto que,  a educação brasileira perdeu sua diretriz, descarrilou na viagem da evolução e inovação com um turbilhão de problemas sócioeducativos, que  desembocam na sala de aula.
São milhares  de conflitos, experiências, traumas   que se perderam na  história da educação, na formação do educando com um ser holístico, sinalizando assim, um quadro caótico, um disparate entre ensino e educação.
As grandes inovações,  o novo perfil social,  a nova formação familiar,  são elementos indicativos que a educação brasileira precisa sim, assumir novos rumos, novos pilares, direcionar as rédeas da verdadeira  missão  social.
Por conseguinte,   a valorização da capacitação profissional,  o uso das novas tecnologias, recursos financiados,novos parâmetros, o novo olhar para a escola...  não  são suficientes para modificar  o contexto em que nos encontramos.
Somos  larvas,  passando uma metamorfose!  De fato,  a educação no mundo moderno, venceu barreiras, criou oportunidades, desconstruiu conceitos, libertou-se dos moldes tradicionais e manipuladores... Porém,  não haverá  transformação se não existir efetivamente a figura  do professor, classe extinta,  condição “ sine  qua  non” na formação do homem primata, moderno , virtual...
Nós professores,  buscamos nessa evolução ou revolução educacional:  virar   borboletas  para podermos voar  livres pelos caminhos da arte de educar, levando leveza, magia, amor...Sem medo de dizer o que o coração sente, sem medo de reações, punições. Pois,  toda borboleta   representa uma mudança, sugere  uma transmutação, a real beleza e mistério dos jardins,  porque  dentro do seu casulo guardam em seu íntimo segredo, suas emoções, seus ideiais,a inspiração , a força  vital  oculta  em sua  singela aparência.
Por: Alessandra  Polo

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