Metamorfose Educacional
Passamos gerações priorizando o intelecto, os valores, a cultura, a família, as regras, o professor... Este, como pilar de todo o processo educacional, respeitado, imagem de referência, competência, prestígio, autoridade...
O elo família e escola era a ponte para uma aprendizagem pautada nos princípios e padrões de conduta e domínio, tendo como foco o aluno, que embora peça fundamental da educação bancária, refletia o saber repassado como verdade absoluta e incontestável.
De fato, percebemos nesta, a passividade do aprendiz, a sapiência do mestre , a instituição rígida... Isso não é o que verdadeiramente desejamos! O tempo “urge” e com ele as gerações necessitam de mudança, de novas metodologias, novos horizontes, novas práticas e ações...
Para tanto, as modernas linhas pedagógicas defendem uma aprendizagem prática, significativa, produtiva, transparente, dialógica, transformadora ... Entretanto, por ironia ou não, estamos longe dessa efetiva conquista, visto que, a educação brasileira perdeu sua diretriz, descarrilou na viagem da evolução e inovação com um turbilhão de problemas sócioeducativos, que desembocam na sala de aula.
São milhares de conflitos, experiências, traumas que se perderam na história da educação, na formação do educando com um ser holístico, sinalizando assim, um quadro caótico, um disparate entre ensino e educação.
As grandes inovações, o novo perfil social, a nova formação familiar, são elementos indicativos que a educação brasileira precisa sim, assumir novos rumos, novos pilares, direcionar as rédeas da verdadeira missão social.
Por conseguinte, a valorização da capacitação profissional, o uso das novas tecnologias, recursos financiados,novos parâmetros, o novo olhar para a escola... não são suficientes para modificar o contexto em que nos encontramos.
Somos larvas, passando uma metamorfose! De fato, a educação no mundo moderno, venceu barreiras, criou oportunidades, desconstruiu conceitos, libertou-se dos moldes tradicionais e manipuladores... Porém, não haverá transformação se não existir efetivamente a figura do professor, classe extinta, condição “ sine qua non” na formação do homem primata, moderno , virtual...
Nós professores, buscamos nessa evolução ou revolução educacional: virar borboletas para podermos voar livres pelos caminhos da arte de educar, levando leveza, magia, amor...Sem medo de dizer o que o coração sente, sem medo de reações, punições. Pois, toda borboleta representa uma mudança, sugere uma transmutação, a real beleza e mistério dos jardins, porque dentro do seu casulo guardam em seu íntimo segredo, suas emoções, seus ideiais,a inspiração , a força vital oculta em sua singela aparência.
Por: Alessandra Polo
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